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Estoril Open admite que não remunera todos os que produzem o torneio

No final do Estoril Open 2018,  João Zilhão, director do torneio, agradeceu no court aos «mais de 600 colaboradores» que durante meses — incluindo «dias com 20 horas de trabalho» — produziram o evento. No discurso, referiu-se aos «voluntários», que ali estavam «a trabalhar de borla», como parte daqueles que «fazem o torneio».

Olhemos para alguns dados do Estoril Open, competição que renovou o seu formato em 2015. «Trata-se de um evento consolidado e sustentável que tem melhorado de ano para ano, graças ao apoio incondicional do Millennium BCP e da Câmara Municipal de Cascais e a crescente adesão de parceiros de prestígio é a melhor prova desse sucesso», anunciava Zilhão na apresentação oficial da edição deste ano. São dezenas as marcas que patrocinam a prova, muitas delas com contratos prolongados: Peugeot, Emirates, Rolex, Nespresso, PT Empresas, CTT,  entre outras. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Turismo de Portugal também integram a longa lista de entidades apoiantes.

Não é público se em 2018 o Estoril Open já deu lucro, algo que não sucedeu até ao ano passado. Mas, na altura, o seu director dizia ao Jornal de Negócios que estava «muito perto disso». O que se sabe é que o valor total dos prémios distribuídos pelos jogadores subiu desta vez para os 500 mil euros.

Outra das relações oficiais do torneio é a estabelecida, há já alguns anos, com a Voluntify, parceira que, no seu site oficial, se apresenta como uma «organização sem fins lucrativos especializada» que faz a «gestão de voluntários qualificados para a realização de eventos sociais, culturais e desportivos». Diz pretender «mostrar que cada evento é realizado com muito esforço e dedicação em troca de coragem, interesse e responsabilidade». E anuncia que, «acima de tudo», quer que os voluntários «se sintam úteis, que se sintam envolvidos e enriquecidos por todas estas novas experiências e sobretudo que tenham um papel activo na consciencialização da sociedade para alguns dos temas que mais impacto têm na actualidade». Esses temas não são especificados, tal como as «boas causas» em prol das quais a organização diz actuar.

Coube à Voluntify tratar da tarefa de procurar, seleccionar e dirigir os voluntários para «trabalhar de borla» no Estoril Open.

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Assim era começava o apelo, feito nos canais digitais da Voluntify: «O Millennium Estoril Open é um evento incontornável no panorama desportivo e social do nosso País e foi, na sua primeira edição, em 2015, um grande sucesso a todos os níveis. Parte desse sucesso foi devido a ti! A presença dos voluntários é cada vez mais importante, pois somos nós, com o nosso espírito de equipa e profissionalismo, sem esquecer o sorriso nos lábios, que tornamos este evento inesquecível!».

No formulário de candidatura, era indicado que os voluntários iriam marcar «presença no recinto durante horário integral e total do evento», em «turnos de seis horas geridos dentro desse horário directamente com os coordenadores». «Por motivos logísticos», era pedida «disponibilidade para participar em todos os dias do evento» e numa «formação obrigatória» no feriado de 25 de Abril. Eis a transcrição das funções a executar:

  • Apoio na acreditação dos participantes;
  • Gestão de público: informação e encaminhamento dos participantes;
  • Encaminhamento do público para os seus lugares nos jogos;
  • Apoio aos jogadores na zona dos balneários;
  • Apoio à coordenação das zonas de animação do evento;
  • Apoio na acreditação na zona da restauração; 
  • Apoio de secretariado aos jornalistas, na zona de imprensa
  • Apoii em todas as questões logísticas e de execução, dentro da equipa de organização do Estoril Open;
  • Apoio em todas as questões logísticas (check-ins e outs) e de execução (preparação e distribuição de lanches, apoio à Team Voluntify) ligadas ao voluntariado;
  • Cobertura de fotografia e vídeo (captação e edição) do voluntariado no evento (com material próprio).

Além de responder a uma série de perguntas sobre dados pessoais e experiência, os candidatos tinham ainda de enviar uma foto de rosto «de tamanho razoável, sozinho, sem óculos escuros e com o rosto bem visível» (não fosse o aspecto físico do voluntário não se enquadrar com a imagem do evento).

Depois da análise de candidaturas e entrevistas, a Voluntify escolheu os voluntários que iriam trabalhar de borla no Estoril Open. Todos deviam «respeitar as indicações dos responsáveis, cumprir as suas funções e divertir-se!». Mas nenhum foi pago pelo seu trabalho. Receberam, sim 180 pontos no Cartão Voluntify, que podem ser trocados «por cenas fixes».

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Como se percebe pelas declarações de João Zilhão e se depreende do tipo de de funções acima descritas, os voluntários do Estoril Open trabalharam, de facto. E todos os envolvidos no processo – a organização do torneio (ao decidir preencher postos de trabalho com voluntários), a Voluntify (ao criar e oferecer um serviço sustentado em trabalho «de borla») e até os candidatos (ao aceitar as condições e assim contribuírem para a desvalorização do trabalho) – partiram de uma mesma premissa: enquanto jovem, o trabalhador perde o direito à remuneração.

«A  possibilidade de se divertirem imenso!»

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Já abriu o processo de recrutamento de voluntários para a próxima edição do Festival Eurovisão da Canção. O evento, apresentado como «o maior espectáculo de entretenimento televisivo do mundo» é organizado pela European Broadcasting Union, proprietária do projecto, em parceria com a RTP, e tem financiamento da Câmara Municipal de Lisboa. 

No site de captação, a organização não indica o número de voluntários que procura, mas especifica com clareza quais as funções que necessita de preencher. Eis a transcrição de alguns exemplos: 

  • Assistência à coordenação de transportes; 
  • Atendimento na front desk às delegações dos 43 países;
  • Ajudar na organização dos espaços de catering;
  • Assegurar a manutenção dos espaços e reposição dos produtos na área do Staff, Delegações, Imprensa e Fãs;
  • Recepção, triagem e distribuição de encomendas para todas as áreas do projecto;
  • Ajuda na cerimónia de abertura, a receber delegações, imprensa e fãs;
  • Pequenas montagens;
  • Gestão e informação ao público;
  • Apoio a actividades e palco;
  • Assistência à produção;
  • Assistência à coordenação das conferências de imprensa; 
  • Apoio à gestão da sala de imprensa, marcações, horários, coordenação com outras áreas;
  • Organização de documentação a entregar;
  • Apoio ao correio;
  • Atendimento e assistência aos comentadores;
  • Ser o ponto de ligação entre os chefes de delegação e a produção;
  • Acompanhamento das várias delegações (dar informações de locais dentro das áreas onde decorre o projeto, informações sobre Lisboa, apoio nas reuniões, eventos, etc);
  • Assistência ao coordenador de backstage - guiar as delegações e outros artistas para os ensaios, emissões e mesa do concurso;
  • Assistência ao Assistente de Realização;
  • Ajudar o departamento de som durante os ensaios;
  • Ajudar o departamento de produção com todas as tarefas e recados;
  • Apoiar a coordenação de voluntariado na gestão do dia-a-dia dos voluntários (check-ins, refeições, vestuário, gestão da sala de voluntários, etc);
  • Fotografar e filmar o dia-a-dia dos voluntários nas várias áreas;
  • Editar pequenos vídeos para as redes sociais e um vídeo final de resumo do projeto.

Para quase todos os postos de trabalho, é pedido aos voluntários qualificações específicas e para muitos é requerida experiência. No departamento da iluminação, por exemplo, o «domínio da língua alemã será valorizado». Quem se voluntariar para o departamento de fotografia e vídeo terá de levar «material necessário para cumprir a função». Outro departamento exige «bom conhecimento da cidade de Lisboa e do Portugal turístico».

Todos os «voluntários» poderão ter de «substituir ou reforçar áreas em faltas ocasionais ou necessidades imprevistas» e devem «respeitar as indicações dos responsáveis» e «cumprir as suas funções». 

Poderia este evento realizar-se sem a execução de todas as funções referidas? Qual a razão para os trabalhadores que as vão desempenhar não serem remunerados? Todos os profissionais do festival irão trabalhar pro bono?

Estas questões ou as suas respostas não surgem na secção «Perguntas Frequentes» do formulário. Mas fala-se naquilo a que os voluntários terão direito: «t-shirts ou outro uniforme; refeições; seguro obrigatório; certificado de participação; e, obviamente, a possibilidade de se divertirem imenso!».

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Depois da primeira sessão, realizada no Porto, temos agendadas mais quatro apresentações do livro «Trabalho igual, salário diferente»:

Nestas sessões poderão saber mais sobre o trabalho que levou à criação deste livro, financiado colectivamente pelos leitores da plataforma.

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Já está disponível para encomenda Trabalho igual, salário diferente,  livro baseado nas denúncias da plataforma online Ganhem Vergonha.

Nas 250 páginas da publicação, financiada por crowdfunding, poderão encontrar considerações sobre o mundo dos sites de oferta e procura de emprego, exemplos de casos denunciados pela plataforma (agrupados por natureza), notas sobre a defesa de trabalhadores precários, algumas revelações sobre a metodologia usada na plataforma e ainda as reacções que provocou em trabalhadores e empresários.

Cada capítulo é acompanhado pela opinião de personalidades que actuam em áreas próximas dos temas abordados: Abel da Costa Ferreira (inspector de trabalho), João Camargo (activista), João Fernandes Ferreira (advogado), José Soeiro (deputado), José Vegar (jornalista), José Vítor Malheiros (jornalista), Luís Miguel Loureiro (jornalista), Manuel Afonso (sindicalista), Mário Moura (crítico de Design), Miguel Tiago (deputado), Nuno Ramos de Almeida (jornalista), Raquel Varela e Maria Augusta Tavares (historiadoras), Santana Castilho (professor), Tiago Barbosa Ribeiro (deputado), Tiago Gillot (activista), Rita Garcia Pereira (advogada) e Rita Rato (deputada).

O livro tem o preço de 14,50 euros. Podem encomendá-lo através do email ganhemvergonha@gmail.com e recebê-lo em casa.

Podem também adquiri-lo nas seguintes livrarias: Unicepe e Gato Vadio (Porto), Tigre de PapelDistopia, Leituria e Ler (Lisboa), Centésima Página (Braga), Loja do Adriano (Angra do Heroísmo), Fonte de Letras (Évora), Livraria de Santiago e Livraria do Mercado Biológico (Óbidos), Culsete (Setúbal) e A das Artes (Sines).

Por motivos judiciais, entre outros, o processo de produção do livro tardou mais do que o esperado. Agradecemos, por isso, a paciência de todos os envolvidos, sobretudo dos financiadores.

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Na madrugada de amanhã, quarta-feira, chega a Lisboa a sétima etapa da maior regata à volta do planeta e o quinto maior evento desportivo do mundo. Além da competição, a Volvo Ocean Race inclui uma programação paralela com actuações de mais de 50 populares nomes da música portuguesa, como Xutos & Pontapés, The Legendary Tiger Man ou Carminho. A corrida tem um investimento conjunto da Câmara Municipal de Lisboa, da Administração do Porto de Lisboa e da empresa responsável pelo evento, a Urban Wind, de quatro milhões de euros e espera-se a visita de meio milhão de pessoas. Tal dimensão implica uma máquina logística gigantesca, com inúmeras entidades e trabalhadores envolvidos para que tudo funcione. E, claro, “voluntários”.

Marginal Voluntariado, uma empresa de «gestão de projectos de voluntariado em eventos», está ligada à angariação de 200 pessoas dispostas a trabalhar no evento durante duas semanas. Os seleccionados serão distribuídos por oito áreas: apoio a actividades e animações, credenciação,  gabinete de imprensa, gestão de público, produção/logística, produção voluntariado, cobertura vídeo do voluntariado e cobertura fotográfica do voluntariado. E o que recebem em troca? Uma t-shirt, uma refeição ou lanche (consoante o horário), alternativas de transporte gratuito, seguro obrigatório, certificado de participação «e, obviamente, a possibilidade de se divertir imenso!». Remuneração ou bolsa não há. E todo o processo é feito em parceria com o Estado, através do Instituto Português do Desporto e Juventude que também divulga o pedido de voluntários.

Concordamos que a participação nestes projectos pode trazer benefícios pessoais, sociais e profissionais aos jovens. Mas todo esse ganho se manteria caso fossem remunerados. Qual o motivo que justifica que trabalhem gratuitamente para uma entidade privada com fins lucrativos? Basta ver os números da corrida e a sua lista de patrocinadores para perceber que não será certamente a falta de receitas.

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A Fundação da Juventude, um organismo público, está a ajudar o MEO Marés Vivas a angariar “voluntários”. Porque motivo a organização do festival necessita da ajuda do Estado? Será que, num país com mais de um milhão de desempregados, está com dificuldade em angariar os trabalhadores necessários para as suas necessidades?

Em Portugal, é habitual o recurso a trabalhadores voluntários em grandes evento. No passado, demos os exemplos do Rock in Rio, da Experimenta Design, da final da Liga dos Campeões em Lisboa ou do Festival de Cinema da Madeira.

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Hoje, a empresa Blue Way publicou seis anúncios destinados a professores, no site Net-Empregos. Numa das ofertas, pedia-se um professor do primeiro ciclo para trabalhar sem remuneração. Depois de contactarmos a empresa para tentarmos entender porque motivo o docente não iria ser pago, a informação sobre a ausência de pagamento foi retirada do anúncio (na imagem).

Na resposta, um representante da Blue Way indicou que o projecto está no início e que não estão a enganar ninguém. Procuram pessoas para aprender e haverá remuneração no futuro.

A argumentação usada é frequente em caso deste tipo. Como se coubesse a uma empresa ou a um individuo a decisão de remunerar um trabalhador. Quem trabalha tem de ser pago. Está na Constituição Portuguesa, na Declaração Universal dos Direitos do Homem e em qualquer cabeça com bom senso. 

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Em Portugal, é habitual o recurso a trabalhadores voluntários em eventos culturais, sejam festivais de cinema, música, literatura ou teatro, ações de promoção histórica ou patrimonial, exposições ou conferências. No passado, demos os exemplos dos Rock in Rio, da Experimenta Design ou da final da Liga dos Campeões em Lisboa. Agora, falamos do Festival de Cinema da Madeira. 

Este ano, a organização do evento anunciou que precisa de voluntários para cumprir vários horários em diversas áreas: redes sociais e marketing, apoio técnico e transporte, apoio ao programa educativo, atendimento e informação, recepção  no aeroporto, apoio aos workshops, palestras e exibições de filmes, registo fotográfico e secretariado (descrição completa das tarefas). Portanto, a organização procura um batalhão de trabalhadores a quem, em vez de uma remuneração, oferece «acesso gratuito aos filmes e aos workshops» e «uma oportunidade única» para conviver e «criar uma rede de networking». 

Apesar de praticamente não contar para o Orçamento de Estado e de ter pouca relevância na educação nacional, a Cultura é um sector económico como os outros. Os seus trabalhadores não têm descontos na alimentação, na habitação, na saúde ou na educação. Pagam os mesmos impostos e têm os mesmos direitos laborais. Será que a opinião pública aceitaria se uma empresa de cortiça recrutasse voluntários para trabalhos administrativos ou de logística? Ou se um serviço de transportes públicos tivesse nas bilheteiras jovens a trabalhar de borla para “fazer currículo” e a “abrir novos horizontes”?  

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O Talkfest é um fórum sobre festivais de música portugueses. A sua 4.ª edição começou hoje, em Lisboa. Há uma semana, os seus responsáveis publicaram um anúncio no Net-Empregos a pedir um fotógrafo (com conhecimentos de vídeo) para cobrir o evento ao longo dos três dias, entre as 9 da manhã e a meia-noite.

Quanto à remuneração, a oferta indicava o seguinte: «pagamento pela qualidade transmitida/refeições ao longo do evento». A informação era dúbia e parecia dizer que o pagamento dependia do desempenho do trabalhador. Até que as dúvidas foram esclarecidas pelos recrutadores. Comunicaram a um candidato que gostariam de o ter como fotógrafo/videógrafo do Talkfest. Mas disseram que, por serem uma “associação sem fins lucrativos”, nesta fase apenas conseguiam pagar-lhe a alimentação no restaurante do evento. Referiram ainda que preferem recém-licenciados ou universitários que possam, assim, ganhar portefólio. Não será antes porque acham que eles aceitam trabalhar de borla?

A oferta foi publicada em nome da Legisser, uma empresa de gestão de imóveis e condomínios de Almada cuja morada é a mesma da APORFEST. Esta associação portuguesa de festivais de música está ligada ao Talkfest e apresenta uma série de serviços (serão gratuitos?).

No festival tudo se paga, seja assistir a conferências, concertos ou documentários. O passe geral custa 100 euros. E até se vendem t-shirts, livros e pendisks com conteúdos. Para o fotógrafo, não sobra nada.

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A Autoridade Nacional de Proteção Civil é um serviço do Estado que superintende a actividade dos bombeiros em Portugal e é responsável pelo socorro da população em casos de acidentes graves, catástrofes naturais, guerras e outras emergências. Abriu agora um concurso para admissão nas suas Equipas de Apoio Psicossocial, destinado a 15 bombeiros que sejam psicólogos ou assistentes sociais.

Cada candidato deve possuir «habilitação académica superior em psicologia (e ser membro efectivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses) ou em serviço social». Deve ainda ter disponibilidade para fazer formação ao fim-de-semana e para ser chamado em situações de emergência. Será ainda valorizado se tiver experiência profissional e «formação em intervenção psicossocial em crise». Todo o seu trabalho será feito em regime de voluntariado.

Será que este serviço especializado — normalmente associado a situações extremas e sujeito a elevados níveis de stress e precisão — deve ser desempenhado por voluntários?