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Hoje, a empresa Blue Way publicou seis anúncios destinados a professores, no site Net-Empregos. Numa das ofertas, pedia-se um professor do primeiro ciclo para trabalhar sem remuneração. Depois de contactarmos a empresa para tentarmos entender porque motivo o docente não iria ser pago, a informação sobre a ausência de pagamento foi retirada do anúncio (na imagem).

Na resposta, um representante da Blue Way indicou que o projecto está no início e que não estão a enganar ninguém. Procuram pessoas para aprender e haverá remuneração no futuro.

A argumentação usada é frequente em caso deste tipo. Como se coubesse a uma empresa ou a um individuo a decisão de remunerar um trabalhador. Quem trabalha tem de ser pago. Está na Constituição Portuguesa, na Declaração Universal dos Direitos do Homem e em qualquer cabeça com bom senso. 

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Esta agência de publicidade publicou um anúncio no site Carga de Trabalhos em que informa estar à procura de um director de arte/designer. O trabalhador escolhido será integrado num «estágio de adaptação e avaliação» não remunerado. Depois da avaliação, a empresa decide se o integra ou não.

A duração do período em que o profissional irá trabalhar gratuitamente não é especificada. A um candidato que levantou a questão, a BBZ respondeu que este falso estágio «poderá ter a duração completa que emana da lei nestes casos». E aí é que está o problema. Segundo as leis portuguesas (e, já agora, a Declaração Universal dos Direitos do Homem), quem quer trabalho tem de o pagar.