Recebemos um número significativo de e-mails de antigos estagiários da empresa Menina Design Group com denúncias de vários comportamentos sem vergonha. Não acreditamos muito em fumo sem fogo, mas procuramos obter outros testemunhos e provas que sustentassem as acusações. Após várias conversas com antigos trabalhadores da empresa, concluímos que:

1 – Frequentemente, a Menina Design anuncia na Internet que procura trabalhadores com formação superior e “ilegíveis para estágios profissionais IEFP” (analisando apenas o site Carga de Trabalhos, encontram-se cerca de vinte anúncios publicados desde Maio de 2011). 

2 – Depois de enviarem currículo e portefólio, os candidatos têm de responder a um questionário de 40 a 50 perguntas antes de serem chamados a entrevista;

3 – Aos escolhidos é dito que, antes do estágio profissional, afinal têm de trabalhar à experiência durante três meses, sem remuneração (são vários os relatos que referem períodos mais longos);

4 – Várias pessoas afirmam que nas instalações da empresa trabalham mais estagiários não remunerados do que trabalhadores com vínculo laboral (há quem fale em 10, 20 ou mesmo 30 estagiários sem remuneração em simultâneo e há referências à falta de espaço físico para albergá-los a todos);

5 – Nas instalações da empresa ou a partir de casa, os estagiários trabalham nos seus computadores e usam software próprio, sem as licenças que tal ofício exige.

6 – A hora de entrada destes estagiários (apelidados pelo patrão de “guerreiros”) é às 9h30 e a de saída é às 19 horas, mas essa nunca é cumprida;

7 – Seguindo ordens e pressões superiores, é normal os estagiários trabalharem aos Sábados;

8 – A Menina Design comercializa produtos a preços elevados, muitos deles da autoria destes estagiários, sem qualquer direito a royalties. 

9 – Vários estagiários afirmam terem sofrido ameaças de despedimento, pressão constante e contactos com linguagem imprópria da parte dos responsáveis da empresa;

10 – Alguns destes trabalhadores não remunerados apresentaram queixas no IEFP, mas afirmam que a entidade é conivente com a empresa e que nada se alterou.

Ganhem vergonha!

Nota: Enviámos a informação aqui publicada para a empresa, mas ainda não obtivemos resposta. Teremos todo o gosto em publicá-la.